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2010-03-24

O sentido da vida segundo Aristóteles e Epicuro

Na antiguidade, o sentido da vida consistia em alcançar a verdadeira felicidade.
Aristóteles considerava que esta verdadeira felicidade só seria alcançável num estado de completa apatia, isto é um estado de indiferença sobre tudo aquilo que nos rodeia.
Este filósofo defendia que só a indiferença pelo destino, e uma vida livre de emoções de sensações poderá levar-nos à felicidade.
Com Epicuro, o sentido da vida passa a radicar, não no alcance da felicidade mas na satisfação de desejos e prazeres. Para Epicuro o prazer é a ausência de dor.
Para vivenciar esse prazer é fundamental evitar a dor e para isso não devemos viver com medos ou preocupações.
Porém, não defende uma vida recheada de luxos e excessos, mas uma vida em conformidade com a natureza e com os outros.
Para este filósofo não existia morte pois quando ela existe, ele é que não existe mais. Assim, nós nunca nos encontramos com a nossa morte.
Logo, devemos ocupar as nossas mentes com a nossa vida e desfrutar dela.
Epicuro defendia a ataraxia, isto é, uma ausência de preocupações aliada a uma paz de espírito.
A filosofia de Epicuro tem como base quatro fundamentos que nos permitem livrar de preocupações:

1 – Não há nada a temer quanto aos Deuses ( em geral não interferem na vida humana)

2 – Não há nada a temer quanto à morte (quando a morte chega, cessa a existência)

3 – O prazer é fácil de se obter (se for difícil, não é necessário)

4 – A dor é suportável (se for insuportável, não dura muito)

Seguindo estes fundamentos podemos satisfazer os nossos prazeres e desejos, longe de quaisqueres preocupações e assim encontrar o sentido da vida

Aristóteles/ Epicuro

2010-03-21

A caracterização do absurdo

O absurdo caracteriza-se por :
  • defender a inexistência de um sentido para a nossa vida, e que qualquer especulação sobre este assunto fracassará;
  • ceticismo em torno dos princípios da existência;
  • defender que o ser humano depara-se com a pluralidade, em vez da unidade, com a contingência, fracasso e finitude em vez do absoluto, da salvação e da tranquilidade espiritual.
Modos de ultrapassar a inexistência de um sentido para a vida humana:
  • o suicídio;
  • desprezar o destino, odiar a morte e viver num estado de revolta eterno;
  • criar um sentido para as nossas vidas, mesmo que saibamos que a vida é desprovida de sentido.

O pensamento de Albert Camus

Albert Camus

«Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio».
O autor desta frase é Albert Camus, o grande preceptor do absurdo existencial.
Camus defende que quaisquer tentativas que se façam no sentido de procurar um sentido para a nossa vida sairão fracassadas por não existir tal significado.
 "A ausência de uma ordem axiológica prévia à existência do indivíduo e de um Deus capaz de a garantir, a que se junta a inelutabilidade da morte, irremediável e sem esperança, retira o sentido ao mundo"
Este absurdo caracteriza-se por uma cisão do eu com o mundo e pela inutilidade do esforço humano em alcançar um significado para as suas vidas.
O homem é visto por Camus como um indivíduo solitário, destituído de qualquer moral, jamais possuindo qualquer verdade, e sempre angustiado perante o nada. O homem é deste modo um estrangeiro, nome de uma das obras de Camus, relativamente ao mundo.
“O que é, com efeito, o homem absurdo? Aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno”.
Na obra "O homem revoltado",  Camus defende a existência de uma revolva metafisica por parte do homem, isto é,  a revolta do homem contra a sua condição e contra sua criação, ou contra os motivos de sua criação e que justificariam sua condição.
O universo de Camus é um mundo feito de despropósitos, onde nada tem valor ou sentido. Portanto, a existência humana que aí se observa tem ela própria uma natureza absurda.
A sua obra " O mito de Sísifo" desvenda de forma bem esclarecida a sua filosofia: o absurdismo.
Na mitologia grega, Sísifo encarnava a rebeldia e astúcia frente aos Deuses. Tal rebeldia frente aos Deuses, levou Zeus a condenar Sísifo a empurrar um rochedo até o cimo de uma montanha, de onde a pedra caía e teria que ser empurrada novamente. Zeus teria pensado, com as suas razões, que não existe punição mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.
Camus defende que cada vez que Sísifo desce a montanha para ir buscar a pedra é superior ao seu destino, não existe destino que não se supere pelo desprezo.
Camus vê em Sísifo o ser que vive a vida ao máximo, despreza os deuses e odeia a morte, é assim um herói absurdo.
Sísifo é condenado a uma tarefa sem sentido mas mesmo reconhecendo a falta de sentido, Sísifo continua a executar a sua tarefa diária.
Vale a pena viver a vida frente a sua completa falta de sentido, ou o suicido é uma opção?
Camus responde a esta questão primordial descartando o suicídio e apontando o absurdo como o caminho a ser seguido num eterno estado de revolta.
Sísifo

2010-03-15

O sentido da vida retratado na pintura

Marc Chagall, A vida, 1964

O sentido da vida retratado na pintura

Gustav Klint, Vida e Morte, 1916

O sentido da vida retratado na pintura

Paul Gauguin, De onde vimos? O que somos? Para onde vamos?, 1887


2010-03-14

O sentido da vida retratado na escultura

Rodin, O pensador

2010-03-13

2010-02-02

Análise Crítica (André Silva)

Este ano lectivo na disciplina de Filosofia coube à nossa turma realizar um trabalho sobre um dos temas integrantes do programa de filosofia de 11º ano.
O nosso grupo decidiu abordar o tema do sentido da vida.
De todos os temas, este pareceu ao grupo o mais adequado pois esta é a altura ideal para procurar respostas às nossas perguntas sobre os objectivos e finalidades da vida.
Tendo lido apenas um excerto da filosofia de Camus, cedo percebi que queria explorar o ponto de vista deste autor relativamente ao sentido da vida.
Camus defende a inexistência de um sentido para a nossa vida e que qualquer tentativa que se faça neste sentido fracassará.
De facto, se realmente há um sentido para a nossa vida,  como alcançar a felicidade, porque é que a maior parte das pessoas nunca chega sequer a iniciar esta busca por falta de condições?
Se não há provas da existência de Deus, apenas crenças, então não podemos justificar a nossa existência com base na sua criação da qual somos resultado.
Para além disso, porque é que existe a vida se depois nos deparamos com um fim? Será a morte apenas um fim corporal mas não da nossa alma? O que é a alma?
Efectivamente não possuímos respostas a qualquer uma destas perguntas.
Assim, como poderemos ter a certeza da existência de um sentido para a nossa vida?
Penso que o homem adopta uma visão antrópica do nosso mundo, apesar de ser apenas uma das milhões de espécies que habitaram este mundo, que é apenas um dos vários planetas que habita o sistema solar, a Via Láctea e o universo sucessivamente, acredita que a sua existência tem uma finalidade, um propósito.
Porém, seremos distintos de um computador ou de um asteróide?
A nossa resposta seria que realmente somos diferentes de um computador pois nós "vivemos" e o computador não.
Porém há biólogos que defendem que o homem é uma máquina programada para preservar os genes e que as nossas emoções, que nos distingem dos computadores, são apenas o resultado de uma maior complexidade organizativa dos átomos.
Finalizando, concordo com a teoria de Albert Camus na medida em que reconhece que a nossa vida é desprovida de sentido, porém em vez de defender, como Camus,  que devemos adoptar uma atitude absurda ( ver caracterização do absurdo), prefiro procurar criar um sentido para a minha vida e existência mesmo pensando que a vida não tem sentido.
Após a realização deste trabalho, Camus tornou-se um dos meus ídolos, deste modo, concluo a minha análise crítica sobre os sentido da vida com a seguinte frase deste autor "Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, pelo contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado."

2010-01-22

Planificação-1

2010-01-04

Planificação-2